terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dāsī

Foto: Śrīmatī Tulasī Mahārāṇī

ei nivedana dhara, sakhīra anugata koro
sevā-adhikāra diye koro nīja dāsī

"Peço-lhe que torne-me uma seguidora das donzelas de Vraja. Por favor, dê-me o privilégio do serviço devocional e faça de mim sua própria Dāsī."

Photo: Śrīmatī Tulasī Mahārāṇī 

ei nivedana dhara, sakhīra anugata koro
sevā-adhikāra diye koro nīja dāsī

"I beg you to make me a follower of the cowherd damsels of Vraja. Please give me the privilege of devotional service and make me your own Dāsī."

Vṛndā-devī Aṣṭa-nāma-stava

Foto: Tulasī-mañjarīs.

O poderoso Vṛndā-devī Aṣṭa-nāma-stava - Os Oito Nomes de Vṛndā-devī:

= Vṛndā Devī, Vṛndāvanī, Viśvapūjitā, Viśvapāvanī,
Puṣpasāra, Nandinī, Tulasī Devī, Kṛṣṇa-jīvanī =

Quem recita este Mantra se libertará dos laços deste mundo miserável de nascimento e morte, e alcançará muito rapidamente Goloka Vṛndāvana.

Mesmo o próprio Śrī Kṛṣṇa adora Śrīmati Tulasī-devī com este Mantra.

Vṛndā Devī - Ela tem milhares e milhares de Sakhīs (suas associadas).

Vṛndāvanī - Ela nunca deixa Vṛndāvana.

Viśvapūjitā - Adorada por todo o Universo .

Viśvapāvanī - Ela é a santificadora do mundo inteiro.

Puṣpasāra - Ela é a essência de todas as flores.

Nandinī - Ela dá felicidade a todos.

Tulasī Devī - Ela tem uma forma incomparável.

Kṛṣṇa-jīvanī - Ela é a vida e a alma de Śrī Kṛṣṇa.

Photo: Tulasī-mañjarīs.

The very powerful Vṛndā-devī Aṣṭa-nāma-stava - The Eight Names of Vṛndā-devī:

= Vṛndā Devī, Vṛndāvanī, Viśvapūjitā, Viśvapāvanī, 
Puṣpasāra, Nandinī, Tulasī Devī, Kṛṣṇa-jīvanī =

One who recite this Mantra will break free from the bonds of this miserable world of birth and death, and very quickly attains Goloka Vṛndāvana. 

Even Śrī Kṛṣṇa Himself worships Śrīmati Tulasī-devī with this Mantra.

Vṛndā Devī - She has thousand and thousands of Sakhīs (associate maidservants).

Vṛndāvanī - She never leaves Vṛndāvana.

Viśvapūjitā - The whole universe worships her.

Viśvapāvanī - She is the sanctifier of the whole world.

Puṣpasāra - She is the essence of all flowers.

Nandinī - She gives happiness to everyone.

Tulasī Devī - She has an incomparable form.

Kṛṣṇa-jīvanī - She is the life and soul of Śrī Kṛṣṇa.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Govardhana-śilās de diferentes cores

Govardhana-śilās de diferentes cores

Dependendo do local na Colina de Govardhana, vamos encontrar Śilās de diferentes cores ... são todas Śrī Kṛṣṇa, Giridhārī !!!

Govardhana-śilās of different colors.

Depending on the location on the Govardhana Hill, we will find Śilās of different colors ... they are all Śrī Kṛṣṇa, Giridhārī !!!

Govardhana-śilā

Govardhana-śilā de Śrīla Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī.

Śrīla Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī's Govardhana-śilā.

Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī Parivāra


Aqui Śrī Rādhā-Ramaṇa com a Tilaka do Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī Parivāra !!!

Here Śrī Rādhā-Ramaṇa with the Tilaka of the Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī Parivāra !!!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Pela primeira vez


Nós, Baddha-jīvas, com a misericórdia de Guru e Gaurāṅga, vamos entrar no mundo espiritual pela primeira vez, Vṛndāvana, onde ... nunca ... estivemos.

Voltar ... tem diferentes significados. Pode significar regressar a um local que já estivemos antes, mas também pode significar inverter a marcha, dobrar.  

No mundo material estamos a ir na direcção errada. 

Até que invertemos a marcha, dobramos, retornamos, retrosseguimos, viramos, retrocedemos e voltamos PARA A direcção correcta.

Jaya !!!

"Ó inteligente Uddhava ! O cativeiro por Avidyā do Jīva, que é Minha parte, ou Taṭasthā-śakti, é sem começo. Por Vidyā, ele alcança a liberação que tem um começo."  (SB -11.11.4)

Comentário de Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura:

"O cativeiro e a liberação de Minha śakti, o jīva, que são apenas aparentes, é causada por Minha avidyā-śakti, que produz a imposição do corpo, e a liberação é produzida por Minha vidyā-śakti que remove a imposição do corpo. Isto é provocado sob a influência de Minha śakti que funciona para o passatempo da criação e destruição do Universo. Isto é explicado neste verso. Embora o jīva seja Minha parte ou aṁśa, deve ser entendido como diferente de Mim. Eu tinha dito:

"Esta é a Minha energia inferior. Compreenda Minha energia superior que é diferente desta energia inferior. São os jīvas, por quem a energia inferior é empregada para seu gozo."  (BG - 7.5)

Embora o jīva seja Minha śakti, sua natureza como aṁśa deve ser entendida a partir desta afirmação:

"Este eterno jīva, uma das Minhas partes, arrasta com ele os sentidos e o sexto sentido, chamado de mente, que está situado no prakṛti desconcertante." (BG 15.7)

"Você mencionou os muitos seres vivos nos versos anteriores. Śruti também diz que existem muitos jīvas. Nityo nityānāṁ cetanaś cetanānam eko ​​bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān: o Senhor é a principal entidade consciente eterna entre muitos jīvas eternos, e Ele sozinho mantém muitos jīvas. (Kaṭha Upaniṣad 2.2.13) Por que você chama o jīva "um" neste verso do BG 15.7 acima citado?"

A jīva-śakti ou taṭasthā-śakti é uma, mas de suas muitas expansões aparecem muitos jīvas. Da mesma forma, a única energia externa chamada māyā-śakti tem dois aspectos avidyā e vidyā, que afectam muitos jīvas por expansão em muitas funções. Assim como todas as expansões de māyā são simplesmente chamadas māyā, então todas as expansões da jīva-śakti são chamadas jīva. As muitas expansões da jīva-śakti e māyā-śakti devem ser entendidas como eternas.

O jīva é eterno, mas por vidyā o jīva torna-se liberado. Dizem que quando avidyā é destruída, o jīva atinge a liberação. Mas a "destruição" simplesmente significa que avidyā cessa sua influência em um jīva particular (já que a avidyā é eterna). Liberação, ou nirvana, significa que o jīva se funde no Brahman. O jīva não é destruído. Sāyujya significa "juntar-se ao Brahman". Nesta condição, o svarūpa do jīva não é destruído.

"O Senhor tem uma energia superior, outra energia chamada jīva e uma terceira energia, a energia material, chamada avidyā-karma."  (Viṣṇu-purana, 6.7.61)

A jīva-śakti existe em várias condições em vários corpos por māyā-śakti. Da afirmação do Viṣṇu-purana, entende-se que a jīva-śakti é geralmente controlada por māyā-śakti para realizar o passatempo da criação do universo. Isto é indicado no verso. O jīva é dobrado por avidyā. Avidyā não tem início porque o karma é sem começo. Quando a liberação ocorre, avidyā tem um fim para este jīva particular. A liberação, porque é produzida, tem um começo. Mas porque é indestrutível, não tem um fim."

Fim do comentário.

Merece ser repetido:

"A liberação, porque é produzida, tem um começo. Mas porque é indestrutível, não tem um fim."

We, Baddha-jīvas, with the mercy of Guru and Gaurāṅga, will enter the spiritual world for the first time, Vṛndāvana, where ... we ... have never been.

Back to ... has different meanings. It may mean going back to a place we've been to before, but it can also mean reversing, doubling.

In the material world we are going in the wrong direction.

Until we reverse the march, we bend, we return, we retrace, we turn, we move back and we return TO THE right direction.

Jaya !!!

"O intelligent Uddhava! The bondage of the jīva, who is my one part, or taṭasthā-śakti by avidyā, is without beginning. By vidyā, he achieves liberation which has a beginning." (SB - 11.11.4)

Commentary by Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura:

"Bondage and liberation of My śakti, the jīva, which are apparent only, is caused by My avidyā-śakti, which produces the imposition of the body, and liberation is produced by My vidyā-śakti which removes the imposition of the body. This is brought about under the influence of My śakti which functions for the pastime of creation and destruction of the universe. That is explained in this verse. Though the jīva is My part or aṁśa, it should be understood to be different from Me. I have said:

"This is My inferior energy. Understand My superior energy which is different from this inferior energy. It is the jīvas, by whom the inferior energy is employed for their enjoyment." (BG - 7.5)

Though the jīva is My śakti, its nature as aṁśa should be understood from this statement:

"This eternal jīva, one of My parts, drags with it the senses and the sixth sense called the mind, which are situated in the bewildering prakṛti." (BG - 15.7)

“You have mentioned the many living beings in the previous verse. Śruti also says there are many jīvas. Nityo nityānāṁ cetanaś cetanānam eko bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān: the Lord is the chief eternal conscious entity among many eternal jīvas, and He alone maintains the many jīvas. (Kaṭha Upaniṣad 2.2.13) Why do you call the jīva “one” in this verse?”

The jīva-śakti or taṭasthā-śakti is one, but from its many expansions appear many jīvas. Similarly, the one external energy called māyā-śakti has two aspects avidyā and vidyā, which affect many jīvas by expansion into many functions. Just as all the expansions of māyā are simply called māyā, so all the expansions of the jīva-śakti are called jīva. The many expansions of the jīva-śakti and māyā-śakti should be understood to be eternal.

The jīva is eternal, but by vidyā the jīva becomes liberated. It is said that when avidyā is destroyed the jīva attains liberation. But “destruction” simply means that avidyā ceases its influence on a particular jīva (since avidyā is eternal). Liberation, or nirvana, means the jīva merges in Brahman. The jīva is not destroyed. Sāyujya means, “joining with Brahman.” In that condition, the jīva’s svarūpa is not destroyed.

"The Lord has a superior energy, another energy called the jīva and a third energy, the material energy, called avidyā-karma."  (Viṣṇu-purana, 6.7.61)

The jīva-śakti exists in various conditions in various bodies by māyā-śakti. From the statement of Viṣṇu-purana, it is understood that the jīva-śakti is generally controlled by māyā-śakti for accomplishing the pastime of creation of the universe. That is stated in the verse. The jīva is bound by avidyā. Avidyā is beginningless because karma is beginningless. When liberation takes place, avidyā has an end for that particular jīva. Liberation, because it is produced, has a beginning. But because it is indestructible, it has no end."

End of commentary.

It deserves to be repeated:

"Liberation, because it is produced, has a beginning. But because it is indestructible, it has no end."

Feliz 2018 !!!

Wishing you all a Happy 2018 !!!

Photos: My beloved Śrī Śrī Rādhā-Śyāmasundara

kṛṣṇera sakala vāñchā rādhātei rahe

"All the desires of Kṛṣṇa rest in Śrīmatī Rādhikā."

(CC Ādi 4.93)

Humildade

Kṛṣṇa Dāsa Mādrasi Bābā taught humility by telling the following story: 

“Once there was a Guru who was approached for initiation by two boys. 

One boy was of a low caste and the Guru said: “Never forget where you came from!” 

The other boy was a Brāhmaṇa and the Guru said: “Now you, you must completely forget where you came from!”

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Ó Gopeśvara


vṛndāvanāvani-pate jaya soma-somamaule
sanandana-sanātana-nāradeḍya
gopeśvara vraja-vilāsi-yugāṅghri-padme
prītiṁ prayaccha nitarāṁ nirupādhikāṁ me 

"Ó Śiva, guardião de Vṛndāvanā, ó companheiro de Umā, ó Somamauli, você que carrega a lua sob sua cabeça! Ó você que é adorado por Sanandana, Sanātana e Nārada! Ó Gopeśvara, adorável deidade das Gopīs, por favor conceda-me amor incondicional transcendental aos pés de lótus de Śrī Śrī Rādhā-Kṛṣṇa, que realizam passatempos amorosos em Vraja."

(Śrī Saṅkalpa-kalpadruma 103 de Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura)

vṛndāvanāvani-pate jaya soma-somamaule
sanandana-sanātana-nāradeḍya
gopeśvara vraja-vilāsi-yugāṅghri-padme
prītiṁ prayaccha nitarāṁ nirupādhikāṁ me 

"O Śiva, O guardian of Vṛndāvanā, O companion of Umā, O Somamauli, you who carry the moon on your head! O you who are worshipped by Sanandana, Sanātana and Nārada! O Gopeśvara, the adorable deity of the Gopīs, please bestow upon me unconditional transcendental love for the lotus feet of Śrī Śrī Rādhā-Kṛṣṇa, who perform loving pastimes in Vraja."

(Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura's Śrī Saṅkalpa-kalpadruma 103)

Uma psicologia espiritual poderosa


Śrī Śrī Prema-Bhakti-Candrikā 58 

सखीनां सङ्गिनीरूपामात्मानं वासनामयीम् ।
आज्ञासेवापरां तत्तद्रूपालङ्कार-भूषिताम् ॥ ५८ ॥

sakhīnāṁ saṅginī-rūpām ātmānaṁ vāsanā-mayīm |
ājñā-sevā-parāṁ tat-tad-rūpālaṅkāra-bhūṣitām || 58 ||

 टीका–सखीनां श्रीललिता-श्रीरूपमञ्जर्यादीनां सङ्गिनीरूपाम् आत्मानं ध्यायेदिति शेषः । किम्भूताम्? आज्ञासेवापराम् आज्ञया तासामनुमत्या सेवापरां श्रीराधामाधवयोरिति शेषः । पुनः किम्भूताम्? तत्तद्रूपालङ्कारभूषितां सुप्रसिद्ध-श्रीकृष्णमनोहररूपेण श्रीराधिका-निर्माल्यालङ्कारेण भूषिताम्; निर्माल्यमाल्य-वसनाभरणास्तु दास्य इत्युक्तेः । पुनः किम्भूताम्? वासनामयीं चिन्तामयीम् ईक्षेत चिन्तामयमेतमीश्वरमित्यादिवत् ॥

 "O Sādhaka Vaiṣṇava Gauḍīya deve contemplar a si mesmo como uma adepta adolescente feminina das Sakhīs. Ela se dedica a servir Śrī Rādhā-Mādhava de acordo com as ordens das Sakhīs e é adornada com as flores, roupas e ornamentos usados ​​por Śrī Rādhikā."

Contemplando o Siddha-Deha !!!

Ṭīkā Sudhā-Kaṇikā-Vyākhyā do Rādhā Kuṇḍa Mahānta Paṇḍita Śrī Ananta Dāsa Bābājī Mahārāja:

"Śrīla Ṭhākura Mahāśaya estabeleceu previamente as doutrinas essenciais do mañjarī-svarūpa e mañjarī-bhāva.

Como prova preliminar ele cita um verso do Śrī-Sanat-Kumāra-Saṁhitā tantra e um verso do livro de Śrīla Rūpa Gosvāmipāda, Śrī-Bhakti-Rasāmṛta-Sindhuḥ.

Ele primeiro fornece provas do Śrī-Sanat-Kumāra-Saṁhitā: 

sakhīnāṁ saṅginī-rūpām ātmānaṁ vāsanā-mayīm, ājñā-sevā-parāṁ tat-tad-rūpālaṅkāra-bhūṣitām 

"Um rāgānugīya-sādhaka deve contemplar o seu próprio corpo desejado como sendo uma companheira adolescente feminina das sakhīs lideradas por Śrī Lalitā, Śrī Viśākhā e Śrī Rūpa Mañjarī. Ela é dedicada a servir Śrī Rādhā-Mādhava de acordo com as ordens das sakhīs e é adornada com as flores, roupas e ornamentos usados ​​por Śrī Rādhikā."

Além de meditar em Śrī Lalitā, Śrī Viśākhā, Śrī Rūpa Mañjarī e as outras sakhīs, seguindo o siddha-praṇālī de seu guru-paramparā, o sādhaka também contempla seu próprio guru-mañjarī como uma priya-narma-sakhī dedicada ao serviço amoroso de Śrī Śrī Rādhā-Mādhava. 

Ele contempla a si mesmo como uma kiṅkarī (donzela) devotada à ordem de sua guru-mañjarī. Em fidelidade a Śrī Lalitā, Śrī Rūpa Mañjarī e assim por diante, e pela ordem de śrī-guru-mañjarī, ele contempla seu próprio serviço de amor para Śrī Rādhā-Mādhava.

A evidência correspondente disso também é encontrada nas palavras de Śrīla Ṭhākura Mahāśaya no verso trinta de seu poema Prārthanā: 

guru-rūpā-sakhī-bāme, tribhaṅga-bhaṅgima-ṭhāme, cāmarera bātāsa kariba ity ādi

"Com o meu corpo curvado em três lugares, eu ficarei à esquerda de minha guru-rūpā-sakhī a abanar o casal Divino com um abano de cauda de yak." 

A pessoa que inicia seu estudante com o śrī-kṛṣṇa-mantra e ensina-o como fazer rāgānugīya-bhajana é também a guru-rūpā-sakhī do aluno em vraja-līlā.

Mesmo assim, no sādhaka-deha, o aluno deve pensar em Śrī Gurudeva como a encarnação directa da bondade de Śrī Bhagavān. Externamente, o sādhaka nunca deve se aproximar de Śrī Guru de forma informal ou familiar, porque isto seria contra as palavras dos sādhus e śāstras.
     
Antes do verso sakhīnāṁ saṅginī-rūpām no Śrī-Sanat-Kumāra-Saṁhitā, encontramos este verso: 

ātmānaṁ cintayet tatra tāsāṁ madhye manoramām, rūpa-yauvana-sampannāṁ kiśorīṁ pramadākṛtim 

"O sādhaka deve meditar em si mesmo como uma adolescente bonita e encantadora que vive entre as gopīs amantes de Śrī Kṛṣṇa e suas sakhīs." 

Neste verso, a palavra cintayet deve ser entendida como significando que o sādhaka deve perceber a si mesmo como possuindo uma natureza, forma e modos semelhantes aos das nitya-siddha-sakhīs (de acordo com os detalhes de seu ekādaśa-bhāva dado por Śrī Gurudeva no siddha-praṇālī).

Desta forma, ele mantém o firme auto conceito de que "eu sou este corpo (espiritual) que possuí esta natureza e forma". Se for capaz de estabelecer um firme auto conceito neste svarūpa, diz-se que o sādhaka estará muito perto do sucesso (siddhi). 

Śrī Jīva Gosvāmipāda estabeleceu este siddhānta dizendo:

astu tāvad bhajana-prayāsaḥ kevala tādṛśatvābhimānenāpi siddhir bhavatīti 

"Por falar de sucesso, esforçando-se no bhajana, pode-se alcançar siddhi simplesmente pensando em si mesmo com este svarūpa."
     
O rāgānugā-bhajana dos Vaiṣṇavas Gauḍīya é uma psicologia espiritual extraordinariamente poderosa.

Os psicólogos dizem que entre os muitos poderes que as pessoas possam ter, o maior poder é aquele do pensamento que aparece espontaneamente no cérebro. Neste mundo, os objectos aparecem e desaparecem, são criados e destruídos, introduzidos e tornam-se extintos. Ao analisarmos, podemos entender que na raiz de todos eles, individual ou coletivamente, fica o trono dourado do pensamento. Esta é a razão fundamental para a honra costumeira dada ao poder do pensamento. A natureza ou característica deste poder é que é independente. Por esse motivo, não se limita a nenhum local fixo. Seu movimento irrestrito se estende para todos os lugares da Terra e dos céus. O fruto deste poder é eterno. Mesmo após a morte, esse poder permanece com aquele de cujo cérebro se expandiu.

Quando um pote é quebrado, o ar que está dentro não é destruído, mas sim mistura-se com a atmosfera maior. Do mesmo modo, o fruto desta mahāśakti não é destruído quando o corpo humano morre. Depois disso, esse poder criativo continua a governar a próxima mente humana da alma, assim como o livro de um escritor poderoso ou a música de um compositor poderoso continua a aumentar a alegria de sua audiência, oferecendo-lhes um buquê de prazer mental, mesmo que ninguém fale acerca da vida ou da morte do artista.

Se a psicologia mundana tem tal poder, então está além do alcance do intelecto humano entender o quão poderoso pode ser o pensamento com a ajuda de uma psicologia espiritual ou a mente de um Sādhaka e sua devoção transcendental a Śrī Bhagavān.

Na verdade, se o sādhaka Vaiṣṇava Gauḍīya está intensamente envolvido na meditação sobre o sevā de Śrī Rādhā-Mādhava enquanto contempla seu próprio siddha-deha, considerando que o siddha-deha seja sua verdadeira forma natural, ele irá com a ajuda do compatível pensamento misericordioso dos sábios do passado rapidamente absorver-se em bhāva e será trazido para o reino de siddhi (sucesso).

Quanto a isto, não há dúvida.

E nisto, encontramos a maior expressão da psicologia espiritual, bem como a manifestação mais elevada do mahāmādhurya-rasa de Bhagavān no coração do sādhaka.

No que diz respeito à meditação no siddha-deha, o sādhaka deve entender particularmente que a principal forma de preparar seu coração e sua mente para estar saturado com gopī-bhāva é praticar rāgānugā-sādhana no humor de uma gopī.

Portanto, se alguém pensa em si mesmo como tendo apenas a forma de uma gopikā, a contemplação de seu siddha-deha não será adequado.

Sua meditação somente irá progredir bem se ele contemplar sua forma de gopikā como estando absorta em gopī-bhāva.

Nós fomos instruídos em como meditar nas līlās de Śrī Rādhā-Kṛṣṇa com o humor de uma gopī: 

ataeva gopī-bhāva kari aṅgīkāra, rātri-dina cinte rādhā-kṛṣṇera vihāra; siddha-deha-cinti kare tāṅhāi sevana, gopī-bhāve pāya rādhā-kṛṣṇera caraṇa 

(Śrī-Caitanya-Caritāmṛta, Madhya 8.228-229)

"Portanto, aceite o humor de uma gopī e pense nos passatempos de Śrī Rādhā-Kṛṣṇa dia e noite. Se você executar sevā em gopī-bhāva enquanto contempla seu próprio siddha-deha, você alcançará os pés de lótus de Śrī Rādhā-Kṛṣṇa."

Absorto em mañjarī-bhāva, o estado mais elevado de gopī-bhāva, o sādhaka que anseia por prema-sevā, deve sempre meditar sobre si mesmo como uma companheira de Śrī Lalitā, Śrī Viśākhā, Śrī Rūpa Mañjarī e assim por diante. Em obediência às suas ordens, ela serve como uma serva dedicada ao sevā de Śrī Rādhā-Mādhava.

Ela decora-se com os ornamentos, roupas e assim por diante usados ​​anteriormente por Śrī Rādhā. Seu coração e mente são formados por seu desejo pela prema-sevā de Śrī Rādhā-Mādhava e seu corpo é feito a partir do néctar de yugala-sevā."

Śrī Śrī Prema-Bhakti-Candrikā 58 

सखीनां सङ्गिनीरूपामात्मानं वासनामयीम् ।
आज्ञासेवापरां तत्तद्रूपालङ्कार-भूषिताम् ॥ ५८ ॥

sakhīnāṁ saṅginī-rūpām ātmānaṁ vāsanā-mayīm |
ājñā-sevā-parāṁ tat-tad-rūpālaṅkāra-bhūṣitām || 58 ||

 टीका–सखीनां श्रीललिता-श्रीरूपमञ्जर्यादीनां सङ्गिनीरूपाम् आत्मानं ध्यायेदिति शेषः । किम्भूताम्? आज्ञासेवापराम् आज्ञया तासामनुमत्या सेवापरां श्रीराधामाधवयोरिति शेषः । पुनः किम्भूताम्? तत्तद्रूपालङ्कारभूषितां सुप्रसिद्ध-श्रीकृष्णमनोहररूपेण श्रीराधिका-निर्माल्यालङ्कारेण भूषिताम्; निर्माल्यमाल्य-वसनाभरणास्तु दास्य इत्युक्तेः । पुनः किम्भूताम्? वासनामयीं चिन्तामयीम् ईक्षेत चिन्तामयमेतमीश्वरमित्यादिवत् ॥

"The Gauḍīya Vaiṣṇava sādhaka shall contemplate himself as being an adolescent female companion of the sakhīs. She is devoted to serving Śrī Rādhā-Mādhava according to the sakhīs’ orders and is adorned with the flowers, garments and ornaments worn by Śrī Rādhikā."

Contemplating the Siddha-Deha !!!

Sudhā-Kaṇikā-Vyākhyā Ṭīkā by Rādhā Kuṇḍa Mahānta Paṇḍita Śrī Ananta Dāsa Bābājī Mahārāja: 

"Śrīla Ṭhākura Mahāśaya previously established the essential doctrines of the mañjarī-svarūpa and mañjarī-bhāva. 

As primary evidence of that he quotes one verse from the Śrī-Sanat-Kumāra-Saṁhitā tantra and one verse from Śrīla Rūpa Gosvāmipāda’s book Śrī-Bhakti-Rasāmṛta-Sindhuḥ. 

He first gives evidence from Śrī-Sanat-Kumāra-Saṁhitā: 

sakhīnāṁ saṅginī-rūpām ātmānaṁ vāsanā-mayīm, ājñā-sevā-parāṁ tat-tad-rūpālaṅkāra-bhūṣitām

“A rāgānugīya-sādhaka shall contemplate his own desired body as being in the form of an adolescent female companion of the sakhīs headed by Śrī Lalitā, Śrī Viśākhā and Śrī Rūpa Mañjarī. She is devoted to serving Śrī Rādhā-Mādhava according to the sakhīs’ orders and is adorned with the flowers, garments and ornaments worn by Śrī Rādhikā.” 

Besides meditating on Śrī Lalitā, Śrī Viśākhā, Śrī Rūpa Mañjarī and the other sakhīs, following the siddha-praṇālī of his guru-paramparā the sādhaka also contemplates his own guru-mañjarī as a priya-narma-sakhī devoted to the loving service of Śrī Śrī Rādhā-Mādhava. He contemplates himself as a kiṅkarī (maidservant) devoted to the order of his guru-mañjarī. In allegiance to Śrī Lalitā, Śrī Rūpa Mañjarī and so on, and by the order of śrī-guru-mañjarī, he contemplates his own loving service to Śrī Rādhā-Mādhava. 

Corresponding evidence of this is also found in Śrīla Ṭhākura Mahāśaya’s words in verse thirty of his poem Prārthanā: 

guru-rūpā-sakhī-bāme, tribhaṅga-bhaṅgima-ṭhāme, cāmarera bātāsa kariba ity ādi

“With my body curved in three places, I shall stand to the left of my guru-rūpā-sakhī and cool the Divine Couple with a yak-tail fan.” The person who initiates his student in śrī-kṛṣṇa-mantra and teaches him how to perform rāgānugīya-bhajana is also the student’s guru-rūpā-sakhī in vraja-līlā. 

Even so, in the sādhaka-deha, the student must think of Śrī Gurudeva as the direct embodiment of Śrī Bhagavān’s kindness. Externally, the sādhaka should never approach Śrī Guru in an informal or familiar way because that would be against the words of the sādhus and śāstras.
     
Before the sakhīnāṁ saṅginī-rūpām verse in the Śrī-Sanat-Kumāra-Saṁhitā we find this verse: 

ātmānaṁ cintayet tatra tāsāṁ madhye manoramām, rūpa-yauvana-sampannāṁ kiśorīṁ pramadākṛtim. 

“The sādhaka shall meditate upon himself as a beautiful and charming adolescent girl living among Śrī Kṛṣṇa’s gopī lovers and their sakhīs.” 

In this verse, the word cintayet should be understood to mean that the sādhaka shall perceive himself as possessing a nature, form and so on similar to the nitya-siddha-sakhīs (according to the particulars of his ekādaśa-bhāva given by Śrī Gurudeva in the siddha-praṇālī). 

In this way, he maintains the firm self-concept that, “I am that body possessed of a certain nature and form.” If able to establish a firm self-concept in that svarūpa, the sādhaka is said to be very near to success (siddhi). Śrī Jīva Gosvāmipāda has established this siddhānta by saying, 

astu tāvad bhajana-prayāsaḥ kevala tādṛśatvābhimānenāpi siddhir bhavatīti 

“Not to speak of success by endeavoring in bhajana, one can attain siddhi simply by thinking of oneself as that svarūpa.”
     
The rāgānugā-bhajana of the Gauḍīya Vaiṣṇavas is an extraordinarily powerful spiritual psychology. 

Psychologists say that among the many powers that people are known to have, the power of thought that appears spontaneously in the brain is the greatest. In this world, objects rise and fall, are created and destroyed, introduced and rendered extinct. 

By research we can understand that at the root of them all, individually or collectively, sits the golden throne of thought. This is the fundamental reason for the customary honor given to the power of thought. The nature or characteristic of this power is that it is independent; for this reason, it is not confined to any fixed place. Its unrestricted movement extends to all places on earth and in the heavens. The fruit of this power is everlasting. Even after death, this power remains with one from whose brain it has expanded. 

When a pot is broken, the air within is not destroyed but rather mingles with the greater atmosphere. In the same way, the fruit of this mahāśakti is not destroyed when the human body dies. After that also, this creative power continues to govern the soul’s next human mind, just as the book of a powerful writer or the music of a powerful composer continues to increase the joy of their audience, offering them a bouquet of mental delight, even though no one speaks of the artist’s life or death. 

If worldly psychology has such power, then it is beyond the range of the human intellect to understand just how powerful thought can be with the help of a spiritual psychology or the sādhaka’s single-minded, transcendental devotion to Śrī Bhagavān. 

In fact, if the Gauḍīya Vaiṣṇava sādhaka is intently engaged in meditating upon the sevā of Śrī Rādhā-Mādhava while contemplating his own siddha-deha, considering that siddha-deha to be his true, natural form, he will with the help of the compatible, mercy-laden thoughts of the past sages very quickly become absorbed in bhāva and be brought to the kingdom of siddhi (success). 

Of this there is no doubt. 

In this we find the highest expression of spiritual psychology as well as the highest manifestation of Bhagavān’s mahāmādhurya-rasa in the heart of the sādhaka. 

Regarding meditation on the siddha-deha, the sādhaka should particularly understand that the primary way to prepare his heart and mind for being saturated with gopī-bhāva is to practice rāgānugā-sādhana in the mood of a gopī. 

Therefore, if one thinks of himself as having only the form of a gopikā, his contemplation of his siddha-deha will not go smoothly. 

His meditation will progress nicely if he contemplates his gopikā form as being steeped in gopī-bhāva. 

We have been instructed in how to meditate on Śrī Rādhā-Kṛṣṇa’s līlās in the mood of a gopī: 

ataeva gopī-bhāva kari aṅgīkāra, rātri-dina cinte rādhā-kṛṣṇera vihāra; siddha-deha-cinti kare tāṅhāi sevana, gopī-bhāve pāya rādhā-kṛṣṇera caraṇa 

(Śrī-Caitanya-Caritāmṛta, Madhya 8.228-229). 

“Therefore, accept the mood of a gopī and think of Śrī Rādhā-Kṛṣṇa’s pastimes day and night. If you perform sevā in gopī-bhāva while contemplating your own siddha-deha, you will attain the lotus feet of Śrī Rādhā-Kṛṣṇa.” 

Absorbed in mañjarī-bhāva, the highest state of gopī-bhāva, the sādhaka who longs for prema-sevā must always meditate upon herself as a female companion of Śrī Lalitā, Śrī Viśākhā, Śrī Rūpa Mañjarī and so on. In obedience to their orders, she serves as a maidservant devoted to the sevā of Śrī Rādhā-Mādhava. 

She decorates herself with the ornaments, clothing and so on previously worn by Śrī Rādhā. Her heart and mind are formed by her desire for the prema-sevā of Śrī Rādhā-Mādhava and her body is made from the nectar of yugala-sevā."

domingo, 10 de dezembro de 2017

Nenhuma evidência


Alguns cientistas vieram examinar Śrī Rādhā-ramaṇa pois tinham dúvidas de que Ele teria manifestado a Si mesmo, como os devotos afirmam.

Eles examinaram a Deidade sob a supervisão dos devotos, mas não encontraram evidências de ter sido esculpida.

Some scientists had come to examine Śrī Rādhā-ramaṇa and propound their doubts that He was self manifested, as the devotees state.

They examined the Deity under the supervision of the devotees, but could find no evidence of carving.

Três Sādhanas


Três Sādhanas:

"Sua forma como Brahman pode ser experimentada através da prática de Jñāna, Sua proeza pode ser experimentada através da prática de Vaidhī-bhakti, que é dotada de uma consciência de Suas proezas, enquanto Sua doçura pode ser experimentada através da prática de Vraja-bhakti pura ou Rāga-bhakti."

(Rādhā Kuṇḍa Mahānta Paṇḍita Śrī Ananta Dāsa Bābājī Mahārāja - Ṭīkā do Rāga-vartma-candrikā - Um Raio de Luar no Caminho de Rāgānugā-bhakti)

Three Sādhanas:

"His form as Brahman can be experienced through the practice of Jñāna, His prowess can be experienced through the practice of Vaidhī-bhakti, which is endowed with an awareness of His prowess, while His sweetness can be experienced through the practice of pure Vraja-bhakti or Rāga-bhakti."

(Rādhā Kuṇḍa Mahānta Paṇḍita Śrī Ananta Dāsa Bābājī Mahārāja - Ṭīkā of Rāga-vartma-candrikā - A Moonray on the Path of Rāgānugā-bhakti)

Distribuição de néctar


Distribuição de Livros de Śrīla Prabhupāda - Mexico

Śrīla Prabhupāda Book Distribution - Mexico

Sai todos os dias


Foto: os olhos de Kṛṣṇa parecem exactamente como as pétalas de uma flor de lótus.

yei yāhāṅ tāhāṅ dāna kare prema-phala
phalāsvāde matta loka ha-ila sakala

"O fruto do amor a Deus é tão prazeroso que, sempre que um devoto o distribui, aqueles que saboreiam o fruto, em qualquer lugar do mundo, ficam intoxicados."

CC Ādi 9.48

Muito obrigado Śrīla A.C. Bhaktivedānta Svāmī Prabhupāda, o senhor nos mostrou que um seguidor de Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu sai todos os dias para propagar Vṛndāvana para aqueles que não sabem nada sobre isso.

Photo: Kṛṣṇa's eyes appear just like the petals of a lotus flower.

yei yāhāṅ tāhāṅ dāna kare prema-phala
phalāsvāde matta loka ha-ila sakala

"The fruit of love of God is so relishable that wherever a devotee distributes it, those who taste the fruit, anywhere in the world, immediately become intoxicated."

CC Ādi 9.48

Thank you very much Śrīla A.C. Bhaktivedānta Svāmī Prabhupāda, you have shown us that a follower of Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu goes out every day to propagate Vṛndāvana to those who know nothing about it.